Darkness, Selfish Darkness
The World ought to be yours!
Um sonho escuro, luzes longe e possivelmente nuvens escuras no céu ou poderia ser névoa, um anjo gigante no céu, um anjo escamado, ele não parecia aqueles anjos loiros, de olhos azuis e belo, como os de pinturas, não ele tinha tentáculos saindo de sua boca, seu olhar brilhava, literalmente, tinha um ódio humano em seus olhos brilhantes, como duas chamas ardentes. Um trovão atingiu seu ombro, ele fez tanto descaso quanto se faz ao ver uma mosca. Minhas pernas estavam presas, meu vestido estava rasgado, meus laços caídos ao chão, amava aqueles laços rosas, me eram a única coisa familiar naquele mundo doentio, olhei para o lado e vi um garoto, também preso ao que parecia ser uma rocha, com roupas de príncipes de contos de fada. Ele não era lindo, ou pelo menos parecia abatido, como se a vida tivesse sido arrancada dele, por mais que o mundo estivesse se desmoronando ao meu redor eu estava calma, na verdade estava até feliz, minha vida não era mais tão monótona, tudo estava sendo destruído, mas ainda havia um feixe de luz saindo do céu, como se fosse uma esperança para os humanos. O anjo passou a mão pelas nuvens próximas ao feixe de luz e as "empurrou" como se fizesse isso todos os dias, a escuridão reinou mais uma vez. Olhei para o lado oposto e não vi mais nada, tudo virara um preto infinito, embora esteja cega, sinto algo tocando meu rosto. Algo macio. Poderia ser uma mão humana. Ou não, poderia ser o anjo. Não, essa mão seria muito pequena, sinto algo cortando minha bochecha, sinto o sangue derramando sobre meu rosto, uma gota cai de meu queixo e por alguns segundo, nada acontece. Tentar falar seria inútil, então não cogitei tal ação. Uma luz se forma abaixo dos meus pés, na minha frente vejo o garoto que estava ao meu lado, agora com os olhos vermelhos, na verdade, inteiramente vermelhos, ele não tinha pupila, somente um tom vermelho, outro raio tocou o chão, desta vez não vejo o anjo, a luz produzida pelo tal tornou os olhos do garoto normais novamente por uma fração de segundo, eram verde-esmeralda, tinham uma expressão que pediam ajuda e imploravam por perdão. Algo como um cachorrinho que destruiu algo de seu dono. Por um curto período, tudo ficou preto novamente. Mais um terceiro raio tocou o chão. O garoto estava de volta preso, com sua feição de morto, ainda assim, o corte no meu rosto não fora somente uma alucinação, e ainda estava sangrando. No quarto raio, percebi que não estava chovendo, algo caia do céu pareciam cinzas, mas na verdade eram mais densas, eu realmente adoraria esse local se não estivesse amarrada.
Abro meus olhos, minhas roupas estão intactas, checo minha luva, não esta mais manchada de sangue daquela garota de meu sonho, minhas roupas formais ainda estavam em mim, levanto-me da minha cama, sinto uma dor na minha bochecha, lembro-me cortando a bochecha daquela garota no sonho, começo a despir-me quando ela entra m meu quarto, esta tudo iluminado, as paredes de meu quarto eram brancas como neve, o céu estava limpo, o sol brilhava forte, tudo e todos, a não ser eu mesmo, usava branco, tudo parecia muito feliz e brilhante, isso era no mínimo entediante, lembrei-me da garota do meu sonho e como aquela empregada pareia com ela, só que ela não usava o belo vestido rosa. Olhei para cima na esperança de ver o tal anjo, cujo a menina resmungava sobre, vi um monstro, olhei para baixo, vi diversas margaridas e diversas outras flores cujo as quais não consegui identificar. Aquele mundo era monótono, minha vida era chata demais. Queria um pouco de ação na minha vida, olhei para o céu e vi algumas penas brancas caindo. Senti-me depressivo, tudo a minha volta era tão feliz e eu simplesmente não conseguia me sentir assim. Eu queria voltar ao mundo caótico, com aquela garota, embora eu tenha a machucado. Eu a queria, mesmo nunca a tenha conhecido.
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